Transformação Digital

O Snapchat e a revolução da geolocalização

Poderá o Snapchat revolucionar a geolocalização?

Foi no passado mês de junho que o Snapchat lançou o Snap Map, uma ferramenta nova na rede social que permite ver num mapa onde estão os nossos amigos, através de avatares 3D. O objetivo? Promover o vínculo social através da geolocalização, uma ferramenta que está a causar alguns receios entre os utilizadores.

É o caso da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças (NSPCC) do Reino Unido, que acredita que “é preocupante que o Snapchat permita que os menores de 18 anos transmitam a sua localização numa aplicação que pode ser acedida por qualquer pessoa”, apesar de os utilizadores poderem ativar um modo que permite que sejam ‘invisíveis’ no mapa.

Uma oportunidade de Marketing

O Snap Map poderá parecer perturbador para os adolescentes, os grandes utilizadores do Snapchat, mas é uma boa notícia para os profissionais de Marketing.

“A longo prazo, vemos um ecossistema de publicidade online que irá criar conhecimento de marca online para marcas e gerar tráfego em pontos de venda”, defende Jason Helfstein, analista da Oppenheimer.

Saber exatamente onde estão os consumidores, seja num centro comercial, num restaurante ou no cinema, permite aos anunciantes fazer ofertas em tempo real no Snap Map.

O Snap Map ao serviço da Publicidade ‘Ultra-Targetizada’

É nessa direção que está a trabalhar o Snapchat, com o objetivo de transformar os cliques na sua aplicação em negócio. Recentemente, a Snap Inc. lançou uma nova ferramenta para retalhistas – Snap to Store – que permite medir as conversões dos anúncios da app. Para isso, o Snapchat utiliza os dados de GPS dos utilizadores.

Thomas Walle, fundador da Unacast, acredita que, no final, esse tipo de ferramentas oferecidas pelo Snapchat, mas também pelo Facebook e Instagram, podem revolucionar pequenas empresas do digital.

De acordo com a Walle, os principais distribuidores terão dificuldade em ‘bater’ a Amazon, mas as pequenas empresas saberão tirar proveito do digital através dessas aplicações ‘ultra-targetizadas’.