Entrevista

À Conversa com…Sandra Di Moise, Managing Director Partnerships Barclaycard USA

Qual o seu principal desafio na sua atual função?

São os desafios, as novas experiências que nos fazem continuar a apreender e crescer ao longo da nossa vida profissional, logo são sempre recebidos de braços abertos.

A recente mudança de um ambiente conhecido (onde passei 9 anos) em Europa como responsável de Barclaycard Southern Europe para os Estados Unidos, um negócio incomparavelmente de maior dimensão apresenta, claro, os seus desafios.

Antes de mais, uma mudança de equipa e estrutura organizacional – conhecer novas pessoas, estabelecer laços de confiança, que são absolutamente necessários para um trabalho de equipa. Mas há poucas coisas mais rewarding do que isto mesmo!

Depois claramente a natureza e especificidade do negócio, porque embora com mais de 20 anos de experiência no sector financeiro e em cartões de crédito, este mercado e o segmento das parcerias tem um peso bastante grande nos resultados da organização e uma performance particular. Sinto que se trata de uma aprendizagem todos os dias, muito motivante , pois sair de minha zona de conforto e um desafio extremamente atraente para mim ,  Diferente, desafiante e que sinceramente me faz feliz.

Da sua experiência, de que forma se relaciona a autonomia dos colaboradores com o engagement?

Há algum tempo li um artigo que dizia que a gestão moderna das pessoas deve passar pela motivação interna (ao oposto da motivação externa que passa por salários, bónus, pressão, ameaça…). Nada de estranho para mim, durante muito anos a gerir equipas, em vários países, aprendi na prática que esse factor é decisivo.

Há três pilares para esta motivação interna: a autonomia, a excelência e o propósito. Alguém autónomo para decidir fazer aquilo que é importante para si, que ambiciona ser melhor naquilo que faz, e com conhecimento pleno do propósito do seu trabalho terá seguramente uma performance superior.

Numa frase defina ‘Power to People’ na perspetiva do Barclaycard.

Diria que é colocar people como prioridade organizacional , em uma combinação de iniciativas de empower, reconhecimento , desenvolvimento de carreira com a prática das diferentes necessidades individuais, através da agenda de diversidade e inclusão, o estabelecimento de horários flexíveis de trabalho, de ferramentas de trabalho remoto, de extensão de licenças de maternidade e paternidade, entre outras. Criar um ambiente com valores , propício  a partilhar opiniões , atrair e reter talentos .