Formação

Organizações preparadas para enfrentar o futuro apostam na aprendizagem

Organizações preparadas para enfrentar o futuro apostam na aprendizagem

As organizações que conseguirem garantir que a sua força de trabalho é ágil e adaptável à transformação serão as que sairão vencedoras na economia digital. Disso já não há dúvidas. Nos próximos anos, a grande transformação será de capital humano e as empresas que querem estar na linha da frente devem começar já a desenvolver uma cultura de aprendizagem contínua e em que os colaboradores veem a formação como parte do seu trabalho.

Um artigo recentemente publicado pela Harvard Business Review (HBR) revela que uma das melhores formas de implementar uma estratégia de formação contínua é garantir que todos os colaboradores da organização, incluindo os líderes, veem o desenvolvimento pessoal e profissional como algo expectável em vez de uma opção. Sugerir ações de formação já não é suficiente.

Líderes devem ser abertos na partilha do seu próprio desenvolvimento

Segundo a publicação, no que ao desenvolvimento diz respeito, um bom ponto de partida é encontrar uma estratégia que garanta que os líderes e gestores partilham de forma frequente as suas próprias experiências de desenvolvimento pessoal e profissional com as suas equipas.

“Quando os líderes estão abertos a partilhar as áreas pessoais onde precisam de melhorar, torna-se mais aceitável para todos os outros fazer o mesmo”, explica a HBR. Isto significa, por exemplo, que todos os líderes devem sair de uma formação com uma história para contar sobre o que aprenderam.

Não esconder os erros e os insucessos promove a aprendizagem

Outra forma de apoiar a aprendizagem é garantir que as falhas e os insucessos não são um tabu. Os líderes devem ser os primeiros a garantir que existe transparência e abertura na partilha das derrotas para que as suas equipas sintam que podem discutir os problemas sem sentimentos de culpa.

Como vencer num mundo em transformação?

Para que esta estratégia seja bem-sucedida é importante, no entanto, perceber que tipo de competências os nossos colaboradores terão que desenvolver para não perderem competitividade face às ‘máquinas’ que ameaçam acabar com o trabalho como o conhecemos.

Para chegar a este patamar será preciso aproveitar as oportunidades que a análise de dados, a IoT, a Inteligência Artificial e a Blockchain oferecem para a melhoria da produtividade, da relação com o cliente e das propostas de valor oferecidas ao mercado.

Um estudo recentemente publicado pela Dell indica que em 2030, 85% dos trabalhos que hoje conhecemos já não existirão. A Gartner, por outro lado, garante que 2020 será o ano determinante para todas as dinâmicas de trabalho relacionadas com Inteligência Artificial, uma vez que a tecnologia terá a capacidade de criar mais trabalhos do que aqueles que eliminará.

O receio de que estas tecnologias possam eliminar postos de trabalho é ainda uma realidade, mas mais tarde ou mais cedo, estas tecnologias começarão a automatizar os processos mais monótonos, oferecendo à força de trabalho uma oportunidade de transitar para posições onde são necessárias competências mais complexas, o que consequentemente trará mais satisfação no trabalho.

Mas para que isto seja possível, a formação dada aos colaboradores deve ser específica e chegar de uma forma quase tão intuitiva, personalizada e apaixonante como os conteúdos a que acedemos nas redes sociais ou plataformas como o Netflix. Porque no fundo, a transformação digital não tem a ver com tecnologia. Tem a ver com pessoas.