Mudança

Gig ‘quê’?

gig economy

A conclusão consta do estudo Global Human Capital Trends 2016 – The new organization: Different by design’, da Deloitte: cerca de 42% dos executivos de todo o mundo esperam, dentro dos próximos três anos, aumentar o número de colaboradores independentes que para si trabalham.

Coworking, nomadismo digital ou trabalho virtual, freelancers: todas estas formas de trabalho ganharão particular relevo nos próximos anos e serão criadas redes de pessoas que ‘ganham a vida’ sem qualquer contrato de trabalho formal. Isto significa também que os nossos políticos se verão obrigados a criar novas formas de regular estas formas de trabalho, uma exigência que tem sido muito adiada, mas que se torna cada vez mais urgente.

Mas não nos iludamos. Este conceito de economia aberta de talento está em processo de evolução há muitos anos. Estamos mais conscientes para ela? É um facto! Estamos a fazer algo para responder a esse desafio? Se calhar não…

A grande maioria das empresas ainda não conseguiu perceber sequer como é realmente constituída a sua força de trabalho e, mais importante ainda, como geri-la. De acordo com o estudo da Deloitte, atualmente cerca de um em cada três trabalhadores norte-americanos são freelancers, um valor que deverá crescer para cerca de 40% até 2020.

Mais curioso ainda é que 51% dos executivos em todo o globo planeiam aumentar o recurso a este tipo de trabalhadores entre os próximos três a cinco anos, com apenas 16% a revelar que planeia diminuir o investimento em freelancers.

É inegável: diminuir o recurso a trabalhadores com contratos de trabalho e uma ligação formal à empresa irá fazer com as organizações vejam os seus lucros crescer. Mas importa questionarmo-nos: que impacto terá esta tendência na cultura das organizações? Como é que se gerem trabalhadores à distância? De que forma se gere a cibersegurança quando a nossa força de trabalho acede a dados importantes para a organização fora dos seus limites físicos?

Para muitos especialistas, daqui a uns anos nada disto será uma questão. Daqui a uns anos esta será não só uma realidade para TODAS as empresas, mas a única opção para levar o negócio mais longe.