Liderança

Liderança: Mais empowerment precisa-se!

É cada vez mais vantajoso para as empresas a criação de um ambiente onde o empreendedorismo, a tomada de riscos e a criatividade são recompensados. Mas isto implica que os gestores aprendam a abdicar de algum do seu controlo e que entendam que o poder deve derivar do respeito que os colaboradores têm por si e não de regras.

De resto, entendemos que os colaboradores procuram cada vez mais ter alguma liberdade e autonomia dentro das empresas, empresas onde muitas vezes o controlo continua a ser uma das responsabilidades mais importantes dos gestores.

À medida que o mundo e o ambiente organizacional mudam, o controlo tornou-se numa limitação que não só atrasa o desenvolvimento e o progresso da sua empresa, como também prejudica a sua visão daquilo que deve ser relevante dentro da companhia. Mas então que deve fazer um gestor num contexto onde ainda é esperado que tome uma posição de direção, comando e controlo? Deve procurar criar um ambiente onde é dada aos seus colaboradores a possibilidade de serem livres.

Muitos pensarão: ‘Mas como é que posso ser um bom gestor se não estiver encarregue de tudo?’; ‘Quais são as minhas funções se não estiver a controlar e a organizar?’. O que importa entender é que dar controlo a outros não significa abandonar o controlo.

Desenvolvimento pessoal

Na sua empresa procura-se valorizar os colaboradores como um ativo ou como uma responsabilidade? O sucesso da empresa dependerá da sua capacidade de desenvolver e recompensar o talento dos seus colaboradores e isso certamente não acontecerá se estes não se sentirem valorizados e capacitados.

Na verdade, o que distingue um mau líder/gestor de um bom líder é que um bom líder não lidera a partir de uma posição de comando e controlo. Tenta, ao invés, trazer ao de cima o melhor dos seus funcionários. Mais, os colaboradores da sua empresa só conseguirão prosperar se as suas forças e valências forem reconhecidas, valorizadas e utilizadas. Só assim conseguirão dar o seu melhor todos os dias.

Para além disso, é importante que os líderes tenham a capacidade de se desligar da hierarquia e do status associado ao poder e que consigam adotar uma posição de gestão participativa: isto será não só valorizado pelos colaboradores, mas será também visto como uma forma democrática e criativa de gerir sem abdicar da posição de controlo.

Veja Ricardo Semler, CEO de uma empresa brasileira, falar de gestão participativa e democracia corporativa e explicar como é possível gerir uma empresa sem ser ‘controlador’, numa conferência TED Talk.