Opinião

Qual o papel da formação no alinhamento do talento à cultura organizacional e de que forma pode contribuir para o sucesso da empresa?

Individualizar e acelerar o ritmo de aprendizagem: como?

por Raquel Rebelo, CEO do Grupo IFE – International Faculty for Executives

É nossa convicção que o alinhamento da organização permite acelerar os processos de mudança e facilitar a imersão no futuro, dando resposta aos desafios do mercado e contribuindo para o aumento da competitividade.

Reconhecemos que a ausência de uma cultura organizacional alinhada pode constituir um dos principais obstáculos à mudança e é o principal risco de perda de competitividade das empresas.

Acreditamos que, num contexto de aceleração da obsolescência do conhecimento, a necessidade de pensar e criar o negócio do futuro, de antecipar e integrar a mudança é cada vez maior e que as organizações devem apostar na exploração de novas áreas de aprendizagem para apoiar os seus colaboradores a incorporar esta mudança na sua forma de trabalhar.

Os comportamentos e a utilização do digital têm vindo a transformar também a forma como aprendemos e, consequentemente, a forma como apoiamos o desenvolvimento da aprendizagem.

Estamos convencidos que, na era digital, a aprendizagem, por si só, não é suficiente para adotar novas posturas. É por isso que propomos construir novas experiências de aprendizagem integrando os códigos da cultura digital: abertura, agilidade, colaboração, inovação e orientação para o cliente (interno ou externo).

Neste contexto, a formação, enquanto atividade facilitadora da mudança, deve apoiar os colaboradores a adotar uma postura de makers, privilegiando o saber fazer, potenciando o desenvolvimento da inteligência coletiva, incentivando a abertura à inovação e fomentando a experimentação, para garantir a descoberta e o desenvolvimento eficiente de novas competências e a utilização das novas ferramentas digitais.

Focada não apenas na transformação do indivíduo, mas na transformação do ecossistema, a formação deve deixar de procurar apenas obter melhorias individuais para procurar a transformação coletiva da cultura organizacional.