Liderança

Quer motivar os seus colaboradores? Faça isto bem

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Engagement, motivação e felicidade no local de trabalho: os estudos sugerem que estas três coisas estão nas prioridades dos gestores de recursos humanos no que diz respeito à procura de bem-estar para os seus colaboradores. Contudo, apesar dos muitos esforços, as iniciativas para atingir esses objetivos estão ainda aquém.

De acordo com a Harvard Business Review, se quer trabalhadores motivados, coloque os seus esforços em três coisas:

Inspiração

Independentemente da área de negócio da sua empresa, é importante que tudo o que faça tenha significado e um propósito. Muitos estudos na área comportamental mostram que as pessoas que têm um sentido de propósito são mais focadas, criativas e resilientes, razão pela qual os líderes devem tentar relembrar aos seus colaboradores de que forma é que o seu trabalho melhora a vida de terceiros.

Uma boa forma de conseguir isso é através da recolha e partilha de testemunhos de clientes e da comunicação acerca dos projetos de responsabilidade social em que a empresa está envolvida.

Os estudos mostram inclusive que até os colaboradores mais insatisfeitos se sentem melhores acerca do seu trabalho quando podem dedicar algum do tempo despendido no local de trabalho a boas causas.

Por outro lado, os líderes podem também ser uma boa fonte de inspiração para os seus colaboradores, uma vez que quando mostram que estão a agir de forma altruísta os seus colaboradores tornam-se mais dedicados, cooperativos, leais e empenhados. Mais, os líderes que mostram que são justos inspiram ainda mais dedicação e produtividade por parte daqueles que consigo trabalham.

Gentileza

As interações no local de trabalho são, sobretudo, interações informais, o que pode ser um erro, de acordo com a publicação. Um estudo britânico mostrou recentemente que o companheirismo e o reconhecimento são mais importantes do que os salários no que diz respeito a promover a lealdade de um colaborador.

Um estudo semelhante confirma ainda que as relações positivas e mais calorosas são um dos mais importantes fatores a demonstrar bem-estar psicológico, razão pela qual os líderes devem tentar estar atentos à cultura que estão a criar nas suas organizações e às emoções que expressam.

Os básicos para uma cultura de gentileza são a consideração e o respeito, valores que tendem a potenciar outputs criativos quer a nível individual como em ambientes de cooperação com os outros.

Uma investigação da Universidade de Lingnan, em Hong Kong, corrobora esta ideia e demonstra que um líder caloroso tem uma melhor capacidade de motivar os seus subordinados. Já Amy Cuddy, da Harvard Business School, defende que essa é uma característica que torna os gestores mais eficientes.

E apesar de a expressão da raiva e da revolta poderem trazer benefícios, transmitindo uma imagem de poder e competência, como demonstram alguns estudos, no geral, os investigadores acreditam que as emoções negativas fazem com que os gestores sejam vistos como menos eficientes.

Por isso, tente fazer pequenas coisas para demonstrar que é gentil e que se preocupa de facto com os seus colaboradores. Perguntar pessoalmente a cada um dos seus trabalhadores como está e perder tempo a ouvir a sua resposta é um bom primeiro passo.

O CEO de uma empresa norte-americana, por exemplo, encontrou uma forma de ser notificado sempre que algum dos seus colaboradores ficasse doente ou estivesse a passar por uma situação difícil a nível pessoal para que pudesse, assim, contactar a pessoa de forma imediata.

Olhar por si próprio

Segundo a Harvard Business Review, é comum as organizações oferecerem inscrições em ginásios ou aulas de yoga e meditação aos seus colaboradores, esquecendo-se de olhar para as intensas agendas que não permitem aos funcionários tirar partido dessas ofertas.

Os programas de bem-estar não funcionarão a menos que se empenhe em criar uma cultura em que seja aceitável colocar em primeiro lugar o bem-estar próprio. Se o fizer, porém, os resultados serão profundamente compensadores.

É ainda importante encorajar os seus colaboradores a fazerem exercício e pausas. Algumas empresas alemãs proíbem, inclusive, os seus funcionários de enviarem emails fora de horas, exceto em casos de emergência.