Cultura

Gerir uma força de trabalho multigeracional: bem-vindo à era da diversidade

Gerir uma força de trabalho multigeracional: bem-vindo à era da diversidade

Se nos últimos anos temos vindo a vaticinar a chegada dos Millennials ‘em força’ ao mercado de trabalho, anunciando a era das novas gerações e a sua forte influência nas estratégias das empresas, agora a hora é de prever uma maior integração da diversidade nas equipas e a valorização da experiência. Isso: as gerações mais velhas vão voltar a ser o foco, com muitas organizações a apostarem todas as cartas que têm na atração destes colaboradores.

Se a meta tem sido encontrar estratégias para gerir uma força de trabalho cada vez mais envelhecida, a missão é agora a criação de uma cultura em que todas as gerações são valorizadas pela sua diversidade e em que a experiência conta tanto como um olhar ‘fresco’. A ideia começa a penetrar no setor dos Recursos Humanos, que luta agora por encontrar uma forma de gerir cinco gerações distintas em simultâneo.

Um estudo publicado em 2017 revelava que as principais diferenças entre todas estas gerações são, sobretudo, ao nível da comunicação, gestão da mudança e competências técnicas. Se os Baby Boomers tendem a ser mais reservados, a Geração X adota um estilo de controlo e comando. Os Millennials favorecem uma abordagem colaborativa e a Geração Z prefere, estranhamente, as interações cara-a-cara.

Para além disso, se a Geração X e os Millennials veem a mudança como um veículo para a criação de novas oportunidades, a Geração Z espera que esta aconteça com frequência no local de trabalho.

Tim Hird, executive director da Robert Half Management Resources e um dos autores do estudo, sublinha que “cada geração traz características únicas para a força de trabalho que devemos acolher. Frequentemente, os gestores veem estas diferenças como negativas, mas construir uma equipa com perspetivas e forças diversas só pode ser positivo e levar à melhoria de produtos e de níveis de serviço”.

Mas como é que se gere esta diversidade? De que forma se pode criar uma cultura que acolha todas estas diferenças?

Evitar a estereotipagem

Todos temos vindo a contribuir para a chamada ‘estereotipagem’ geracional. “Quer atrair e reter Millennials? Faça assim!”; “A sua força de trabalho está envelhecida? Saiba que benefícios procuram estes trabalhadores”.

O tempo dos standards e das ‘frases feitas’ acabou. De acordo com o estudo, os líderes devem focar-se nas pessoas que têm nas suas organizações e nas suas características pessoais. Por outras palavras: ouvir os seus colaboradores é o mais importante!

Os conflitos não são, necessariamente, geracionais

Sim, quanto maior a diversidade geracional numa empresa, maior o potencial para a existência de conflitos, o que pode não ter nada a ver com diferenças geracionais…Quando os conflitos surgirem, não assuma automaticamente que estes estão relacionados com diferenças geracionais, uma vez que são muitos os fatores que fazem de cada um de nós únicos.